terça-feira, 21 de janeiro de 2014

UM CHAMADO À UNIDADE


Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim.
João 17:20-23

Dos quatro evangelistas sinóticos, João, “o discípulo amado” foi o único a narrar a oração sacerdotal de Cristo imediatamente antes de ser moído no Calvário. Nesta oração Jesus intercede pela Igreja em todas as épocas, ou seja, esta é a vontade de Cristo para todas as gerações: UNIDADE.

No versículo 21 Jesus externa sua grande preocupação com a unidade de sua Igreja, pois deseja que a Igreja seja uma Nele.
Então surge a pergunta que não se cala:

         PORQUE EXISTEM AS DENOMINAÇÕES?

Explicações negativas:

1-    O ESPÍRITO DE REBELIÃO NÃO PERMITE QUE NOS SUBMETAMOS UNS AOS OUTROS

2-    O ORGULHO FILOSÓFICO E IDEALISTA NÃO PERMITE QUE ANDEMOS JUNTOS

3-    AS DIVERGÊNCIAS TEOLÓGICAS E DOGMÁTICAS NOS TORNAM CEGOS PARA A UNIDADE DA FÉ

4-    NOSSA VISÃO DE IGREJA LOCAL NOS CEGA PARA A VISÃO DO REINO DE DEUS

Explicações positivas:

1-    DEUS TEM LEVANTADO LÍDERES COM “SUBVISÕES” DIFERENTES, MAS COM O MESMO PROPÓSITO (At 2:44; 15:36-39)

2-    CADA DENOMINAÇÃO DESENVOLVEU CARACTERÍSTICAS PECULIARES A UM PÚBLICO ALVO (Mt 15:24, 26; Gl 2:8)

3-    O FATOR MULTICULTURAL EXIGE QUE A IGREJA SEJA VERSÁTIL EM SUAS ESTRATÉGIAS (I Co 9:19-22)

4-    O PODER E O ALCANCE DA GRAÇA DE DEUS SÃO MULTIFORMES, OU SEJA, TÊM VÁRIAS FORMAS DE ALCANÇAR O HOMEM PECADOR (I Pe 4:10)

PORQUE PRECISAMOS RETONAR À UNIDADE?

1-    PORQUE A UNIDADE É O ÚNICO PADRÃO BÍBLICO DA IGREJA (At 2:1)

2-    PORQUE PRECISAMOS RENUNCIAR O ORGULHO DENOMINACIONAL (Lc 9:49-50)

3-    PARA DESFAZER AS FACÇÕES QUE CENTRALIZAM O CARISMA DE LÍDERES E NÃO A PESSOA DE CRISTO (I Co 1:11-12)

4-    PORQUE CRISTO NÃO ESTÁ DIVIDIDO (I Co 1:13)

5-    PORQUE UM REINO DIVIDIDO NÃO SUBSISTE NEM CUMPRE SUA MISSÃO (Lc 11:17; Mc 16:15; Mt 24:14)

6-    PORQUE A IGREJA DIVIDA PERDE O PROÓSITO EM FUNÇÃO DAS DISPUTAS (At 15:1-35)

7-    A UNIDADE É PRINCÍPIO CHAVE DO AVIVAMENTO; A UNIÃO ESTÁ INTIMAMENTE LIGADA À UNÇÃO COLETIVA (Sl 133)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

IMUNIDADE À CONTAMINAÇÃO DO SISTEMA ECLESIÁSTICO


Nesta postagem queremos insistir na possibilidade de harmonia entre o “melhor” do seguimento denominacional e o Reino de Deus. Não há dúvidas de que, assim como já expressamos, o sistema denominacional como o conhecemos, está contaminado pelo espírito de culturas milenares que forjaram a construção ética, política, social e religiosa das sociedades e comunidades. Surge a indagação na alma daqueles que estão inseridos em alguma denominação forte e histórica: “Como posso estar imune à contaminação do sistema eclesiástico sem me insurgir contra ele o renunciá-lo definitiva e deliberadamente?” Acreditamos que nas próximas linhas forneceremos algum equilíbrio para nortear crentes e ministros denominacionais cuja mente tem sido iluminada pelo Evangelho do Reino e a Visão Apostólica.

ESTRUTURAS OBSOLETAS DE GOVERNO ECLESIÁSTICO

Quando falamos em estruturas obsoletas, estamos nos referindo aos extremos do episcopalismo e do congregacionalismo, dentre outros, que sobrepujam a soberania do espírito Santo no corpo de Cristo. Estes sistemas desenvolveram um conceito hierárquico totalmente discrepante e paradoxal às Escrituras, que cria homens soberbos e idolatria à posições eclesiásticas. Nesse sistema, crentes são discipulados nos moldes de uma hierarquia humanista e, por vezes, tirânica. Os interesses de Deus e do Reino são subjugados pelos interesses pessoais de auto-afirmação institucional, ou seja, se deseja mais credenciais de plástico do que a unção do Espírito. É um sistema de patentes, quase militar, uma escada de influência institucional, onde se almeja se tornar gradualmente maior com o propósito de mandar mais. Sabemos que tudo isso não condiz com os princípios contra-culturais do Reino de Deus. A maneira de sobrepujar estes velhos sistemas de pensamento, não uma insurreição revoltosa ou um rompimento radical, e sim, uma verdadeira aliança com o Reino de Deus em Cristo e com toda a sua proposta. (Lc 22:24-27; Fl 2:3-4)
    
CONECTADOS COM O SISTEMA, ALIANÇADOS COM O REINO

Uma conexão é um encaixe flexível e adaptável em que ambas as partes podem interagir, porém, podem se desencaixar quando há desgastes. Já uma aliança é um pacto inquebrável e indissolúvel, estabelecido entre duas partes que deliberadamente aceitaram as condições para uma união definitiva. Nossa relação com o sistema denominacional deve estar sempre no nível de uma conexão, esperando que a mesma seja harmônica; já nossa relação com o Reino de Deus, é a única aliança que de fato jamais pode ser quebrada, pois é aliança com o próprio Rei do Reino, Jesus Cristo, Deus. A conexão com o sistema deve ser levada adiante até que o mesmo despreze arbitrária e deliberadamente a Visão e os propósitos do Reino, é exatamente aí, que somos obrigados a nos posicionar favoráveis à vontade soberana de Deus, seu Reino. Podemos e devemos nos aliançar com homens de Deus no nível de vínculo espiritual, mas a durabilidade dessa “aliança”, está restrita ao nível de compromisso dessa liderança espiritual com o Reino de Deus. Não há aliança espiritual com instituições e organizações humanas, ou denominações, pois esse é um conceito do sistema. As alianças são com Deus e com seus embaixadores do Reino (II Co 5:20).

VESTIDOS DA CULTURA ECLESIÁSTICA, REVESTIDOS DA CULTURA DO REINO

Uma das coisas mais belas das denominações é sua diversidade cultural. Cada comunidade cristã pioneira possui características litúrgicas e culturais singulares, formas de expressar seu louvor e adoração, musicalidade própria, formas de expor e pregar a palavra de Deus, maneiras diferentes de mutualidade e interação, maneiras diferentes de se vestir. Em fim, cada um de nós deve se esforçar para nos aculturarmos em nossa denominação, pois esta é uma característica fundamental de que possui uma mentalidade missionária do Reino: a habilidade de aculturação. Sim, devemos nos vestir de nossa cultura denominacional, mas é da cultura do Reino de Deus que devemos nos revestir, e além de nos revestir dessa, a mesma deve ser nossa própria pele, pois uma veste pode ser trocada, mas uma pele não, a não ser que alguém seja uma “serpente”, sua pele será sempre a mesma, o Reino de Deus. (Cl 3:8-17)

O IMPÉRIO RELIGIOSO E O REINO DE DEUS

Deus implantou um Reino na terra, e não um império, e existem diferenças marcantes entre Império e Reino, e a primeira delas é que por trás de impérios sempre há a influência de Satanás, aliás, é ele quem edifica impérios. “Ele [Deus] nos tirou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor.” (Cl 1:13). Homens influenciados por Satanás constroem impérios através de seu carisma pessoal, Jesus movido pelo Espírito edifica um Reino através de sua Igreja (Mt 16:18; Lc 17:21). Jesus não disse: é chegado o império (Lc 11:20); não disse: buscai o império (Mt 6:33); Pedro não disse que somos sacerdócio imperial (I Pe 2:9); na cruz não estava escrito: imperador dos judeus (Mt 27:37); não existe na bíblia livro dos imperadores (1º e 2º Reis); Deus não mandou Samuel ungir um imperador; na coxa do Cavaleiro (Jesus Cristo) não está escrito imperador dos imperadores (Ap 19:16). No império as pessoas se sacrificam e morrem pelo imperador, no Reino o Rei morre pelas pessoas; No império o imperador e sua coorte vivem para ser servidos, no Reino o Rei e seus súditos servem; no império os fins justificam os meios, vale se corromper; no Reino os meios justificam os fins, basta obedecer ao Rei; Construtores de império somente querem dar ordens, e edificadores do Reino somente querem obedecer; Jesus deu pastores para a Igreja (Ef 4:11) e não Igreja para pastores. Jesus ungiu pastores, e não imperadores para dar seguimento na Igreja através de “monarquia hereditária”.


UM GOVERNO EPISCOPAL APOSTÓLICO

De fato, a Igreja é de Deus, mas Ele mesmo estabeleceu um episcopado sobre a Igreja, senão,             vejamos: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos,           para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” (At 20:28). Mas    note que o modelo neotestamentário de episcopado é aquele que constituído pelo Espírito Santo             mediante uma liderança genuinamente apostólica. O apóstolo Paulo designou Timóteo como Bispo das igrejas de Éfeso (I Tm 1:3), e Tito como Bispo das Igrejas da ilha de Creta (Tt 1:5), e ele mesmo supervisionava à distância essas igrejas, não através do cabresto de um estatuto ou regimento             institucional, mas mediante uma paternidade espiritual apostólica (I Tm 1:2, 18). Paulo não             minava recursos financeiros das Igrejas para se ostentar com seu ofício de apóstolo, mas seus filhos na fé e no ministério percebiam pelo Espírito, seu compromisso de semear ofertas em sua cobertura       apostólica (Fl 4:14-19; I Co 9:6-14; Gl 6:6). O que Paulo esperava de seus discípulos, é que estes      transmitissem a doutrina apostólica do Reino para outros obreiros fieis, preparando-os para conservar este legado (II Tm 1:13). O apóstolo Paulo delegou ao jovem pastor (bispo) da Ilha de     Creta, a autoridade e autonomia para consagrar anciãos que seriam dirigentes das igrejas locais    (Tt1:5), mas este modelo somente passou a vigorar plenamente dessa maneira no segundo           século. Foi justamente a partir daí que os termos bispo e presbítero passaram a designar funções            distintas, pois    dado o           crescimento expansivo da Igreja, a liderança carecia ser descentralizada através             de um            episcopado hierárquico com bispos supervisionando presbíteros, ou seja, o bispo gradualmente, se tornou presidente do corpo de presbíteros; a este era confiada a direção das             igrejas locais, e, àquele a administração da disciplina, porém, ambos exercendo o ofício             pastoral. Na visão eclesiástica de Inácio, o bispo era o símbolo da unidade cristã e o             portador da tradição            apostólica. Clemente dando         ênfase à visão de Inácio declara que os bispos são           os sucessores dos apóstolos. Tal conceito tem suas origens no modelo judaico em dois    aspectos: (1)Sucessão    doutrinária (os bispos receberam o       ensinamento verdadeiro dos             apóstolos, assim como os profetas         de Moisés), e (2) Sucessão de ordenação (os bispos tinham sido designados pelos apóstolos e        seus   sucessores em linha ininterrupta, assim como a             família de Arão). Esse governo judaico-cristão do       episcopado foi bem            sucedido e triunfou         até o terceiro século, trazendo tranqüilidade eclesiástica     e ordem doutrinária,             quando          então começaram os          abusos e desmandos que geraram o     “sacerdotalismo” dos tempos posteriores.

A RENOVAÇÃO DOS VELHOS ODRES

Como já dissemos, Deus não deseja destruir as denominações, e sim renová-las neste final de dispensação, para enviar-lhe o vinho novo do Espírito Santo. Esta é uma palavra profética: “Antes que eu volte minha noiva desfrutará do vinho novo, mas para isso, criarei novos odres e renovarei os velhos. Aqueles que não quiserem renovação de seus odres, simplesmente não beberão desse vinho do Meu Espírito, e aqueles que se opuserem com força serão cortados da minha mesa. Eu farei ruir o velho sistema, mas não destruirei as denominações; eu destruirei os impérios humanos e definitivamente farei sobressair o Meu Reino sobre toda a Terra. Haverá um breve período de tribulações e rejeição dos meus eleitos, mas Eu os pouparei e os farei reis e sacerdotes do Meu Reino. Os novos odres já foram criados por Mim e já estão prontos para receber, e alguns já receberão o vinho novo; agora, pelo ministério de meus apóstolos e profetas estou renovando os velhos odres, e estes desfrutarão de tempos jamais experimentados, nem mesmo por seus antepassados pioneiros. Este é um tempo de renovação, e toda a minha Igreja, cada um de meus redimidos, deve se engajar no processo de renovação. Ninguém deve ficar alheio, pois se ficarem, alguns perderão o vinho, e outros perderão a verdadeira Vida. Não temam em andar apalpando, pois eu os conduzirei neste tempo por revelação para a Recriação e Renovação de Odres Espirituais.” (Inspiração profética de 09/05/12 – Enéas Ribeiro).

Conclusão

O Senhor tem elevado seus apóstolos e profetas neste tempo a um nível de revelação espiritual jamais experimentado desde os dias de Paulo no deserto da Arábia e João na Ilha de Patmus. Nada do que o Espírito tem revelado vem em confronto com as Sagradas Escrituras, ao contrário, está trazendo luz a muitas coisas outrora ocultas. Não precisamos empreender esforços humanos e intelectuais para desencadear algum tipo de revolução religiosa, Deus está sabia e soberanamente conduzindo sua Igreja para a edificação do Reino de Deus. A queda dos impérios não é nossa responsabilidade ou nosso “ministério”. Deus nos presenteou com a honra de sermos seus embaixadores, e edificarmos seu Reino na Terra, mas somente a Ele cabe a deposição dos soberbos e a derrocada dos impérios (Dn 2:21). A Restauração de todas as coisas está diante dos nossos olhos (At 3:21). Não esteja cego. Receba em seu conhecimento espírito de sabedoria e revelação, e receba iluminação para os olhos do seu entendimento (Ef 1:16-19).


A CONTAMINAÇÃO DO VELHO SISTEMA ECLESIÁSTICO


Nossa geração é privilegiada por poder desfrutar do poderoso legado espiritual transmitido por grandes avivalistas e líderes da igreja do passado, que à custa de muitas perseguições, descrédito e até derramamento de sangue, lançaram os primeiros alicerces apostólicos para a igreja como conhecemos hoje.   Lamentavelmente, este legado foi honrado apenas sob o ponto de vista da narrativa histórica, haja vista que muitas igrejas e líderes eclesiásticos da atualidade ostentam a história pioneira dos antigos heróis da fé, mas não conservam e tão pouco, difundem este legado. Podemos nos gloriar no ministério e na vida de heróis como: John Wesley, Jonathas Edwards, Dwight Moody, Evan Roberts, William Seymour, Kathryn Kuhlman, Aimee Semple McPherson, Daniel Berg e Gunnar Vingren, Manoel de Melo, e mesmo de nosso fundador Charles Harrison Mason. Porém, não basta nos gloriamos nesses apóstolos do passado, precisamos nos nutrir do mesmo Espírito que os compungia. Hoje, o que temos é uma “maquete” daquilo que eles construíram, e o sistema denominacional, sutilmente se deteriorou pela contaminação espiritual de antigas culturas do Oriente, e a principal área afetada foi o governo eclesiástico.        

A INFLUÊNCIA EGÍPCIA SOBRE O GOVERNO DA IGREJA

O sistema opressor de tributos do Egito forjou a mentalidade econômico-administrativa de muitas nações da posteridade, é uma forma hábil e simples de minar recursos para uma sede de governo capitalista. Em muitos sistemas eclesiásticos congregacionais vemos exatamente isso: “E os egípcios puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. E edificaram a Faraó cidades de tesouros, Pitom e Ramessés.” (Êx 1:11) Parafraseemos assim: “E os pastores presidentes puseram sobre as pequenas congregações pastores locais para arrecadar, para os afligirem com suas varas. E edificaram ao Presidente grandes tesourarias, mega-templos e catedrais”. O plano de Deus é que cada igreja local seja autóctone, ou auto-sustentável. Caso haja um sistema razoável de arrecadação para uma Igreja Sede, que seja o dízimo dos dízimos, pois nada poderia parecer mais razoável do que honrar a “Mãe” (Êx 20:12; Ml 3:10; Rm 15:26-27; II Co 8:1-15; Ef 6:2), e os recursos devem ser administrados com ênfase em esforços de missões e no suprimento das próprias congregações até que se estabilizem. Quando o Reino de Deus vem o império egípcio cai.
  
A INFLUÊNCIA BABILÔNICA SOBRE O GOVERNO DA IGREJA

A genealogia babilônica remonta os primórdios da civilização humana, com Ninrode e sua torre (Babel) sempre com a mesma ideologia: “...façamo-nos um nome...” (Gn 11:4b). O orgulho e a ostentação babilônica sempre foram refletidas por seus reis, dentre os quais o mais renomado foi Nabucodonosor, cuja jactância por suas conquistas e edificações parece inspirar líderes de todas as gerações e lamentavelmente muitos líderes da cristandade. As palavras desse rei se repetem no coração de “mega-apóstolos” (II Co 11:5) da atualidade: “...Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder e para glória da minha magnificência?” (Dn 4:30). O único interesse do sistema denominacional contaminado é edificar catedrais que façam sobressair o nome de sua placa, assim, não há lugar para ideais de unidade do Reino, pois o seu ideal é o estabelecimento do império denominação. Quando o Reino de Deus vem o império babilônico cai.
  
A INFLUÊNCIA GREGA SOBRE O GOVERNO DA IGREJA

Indubitavelmente a cultura que mais se perpetuou e influenciou a civilização moderna foi o helenismo. As conquistas épicas e assustadores do jovem rei grego Alexandre Magno (“o grande”) fizeram-no estender seu governo por quase todo o mundo de sua época. O ideal de Alexandre era helenizar o mundo, ou seja, impor a cultura e as tradições gregas a todos os povos por ele conquistados, e não podemos dizer que seu intento fracassou, pois mesmo após sua morte prematura (aos 32 anos de idade), Roma que foi o império predominante após o declínio grego, adotou o quase a totalidade do helenismo, especialmente a filosofia grega. Assim, surgiu a cultura greco-romana calcada em ideais de domínio e intelectualidade (I Co 1:22). Dentre os principais ideais do espírito da Grécia destacam-se: (1) a veneração da estética; (2) a idolatria do esporte; (3) a sensualidade e o hedonismo; (4) e o culto às idéias e ao intelectualismo. Todos estes aspectos encontraram guarida na mentalidade hodierna, mas é justamente este último que entrou sorrateiro e hoje permeia a cristandade. Assim, as mentes mais inquiridoras têm se apartado da simplicidade que há em Cristo (II Co 11:3), dando origem a pragas filosóficas como o humanismo secular, o comunismo ateísta e a teologia liberal. Os mistérios divinos não são para os “sábios e entendidos”, mas para os pequeninos (Mt 11:25-26), e o espírito regenerado somente cresce quando o entendimento humano fica infrutífero (I Co 14:14). Deus tem levantado outra vez, nesse tempo, os filhos de Sião, que são os filhos do Reino, para sobrepujar os filhos da Grécia (Zc 9:13). Quando o Reino de Deus vem o império grego cai.

A INFLUÊNCIA ROMANA SOBRE O GOVERNO DA IGREJA

Roma consolidou-se como o império de mais prolongado domínio na história da humanidade, e mesmo após a queda de seu império político, ostenta-se com sua influência político-religiosa. O maior problema dogmático da Igreja Católica Romana não está essencialmente no seu governo eclesiástico episcopal, que na verdade é o mais coeso para conservar a unidade doutrinária e administrativa, a grande problemática é o “nicolaísmo” (Ap 2:15). Acredita-se que o nicolaísmo era a crença na acepção exacerbada entre clérigos e leigos, em que os bispos da Igreja insurgiam-se como representantes mediadores de Deus diante do povo. Doutrina esta que anula o sacerdócio universal da Igreja (I Pe 2:9; II Co 5:18-20). A iconoclastia de sacerdotes cristãos não é exclusivamente católica, pois, o protestantismo em suas mais diversas vertentes, tem consagrado seus ídolos humanos, pastores, bispos e apóstolos que parecer deter o monopólio da salvação e mediarem o acesso do povo a Deus. Os líderes episcopais cristãos têm, sim, sua distinção honorífica em função de sua separação  singular e zelo pelo ministério (At 6:3-4; I Co 9:13-14; Gl 6:6; I Ts 5:12-13; I Tm 5:17), porém, os mesmo não estão qualificados para mediação, pois este posto já está definitiva e gloriosamente ocupado (Jo 14:6; At 4:12; I Tm 2:5). Quando o Reino de Deus vem o império romano cai. 

SOBREPUJANDO O SISTEMA DENTRO DO SISTEMA

Alguns seguimentos extremistas dentro da Renovação Apostólica acreditam na necessidade da extinção do sistema denominacional, por considerá-lo obsoleto. À bem da verdade, o sistema de fato se deteriorou em seu propósito, mas o plano de Deus não é destruir o que foi construído. Deus espera que os ministérios que estão, de alguma forma, vinculados a um sistema denominacional caído, recebam uma revelação do Reino de Deus e a difundam em seu seguimento. Não precisamos depreciar pastores e igrejas cujas mentes não foram renovadas, o Reino de Deus é positivamente comparado por Jesus com o fermento (Lc 13:20-21). Quando o Reino de Deus de fato chega, toda a mazela do sistema denominacional cai. Ninguém deve se insurgir contra lideranças eclesiásticas e autoridades espirituais, sob pretexto de um suposto “ministério profético”. Se alguém não encontra perspectiva de implantação do Reino em uma denominação, que procure outra que comungue de sua visão e ideais, mas o grande desejo de Deus não é extinguir os velhos odres, mas renová-los enquanto cria novos odres, assim, o vinho novo do Reino de Deus será derramado sobre todos aqueles que se conservarem obedientes e humildes. A Visão do Reino de Deus é incomparavelmente maior do que a visão de qualquer denominação.

Conclusão

Este é um tempo de profunda purificação da Igreja de Deus, e o Espírito Santo vem ao longo dos séculos com sua pá, alimpando sua eira, e recolhendo o trigo no celeiro (Lc 3:17); desde a grande contaminação do século IV Deus não parou seu expediente de limpeza, e podemos estar certos de que antes do glorioso retorno de nosso Rei, Jesus Cristo, a casa estará limpa para recebermos o Tabernáculo de Deus entre os homens (Ap 21:3).

A VISÃO DOS SETE MONTES


Estamos no tempo mais emocionante da história, onde Deus está levando a Sua igreja a experimentar a plenitude do Reino dos Céus através de uma Reforma. A primeira Reforma de Martinho Lutero, através da revelação da Palavra, fez com que todos os homens pudessem ter acesso a salvação mediante a graça redentora de Cristo, sem a necessidade de pagar nenhum custo, as chamadas indulgências.
Atualmente, estamos vivendo outra reforma denominada a Reforma Apostólica, onde o Espírito Santo está trazendo revelações e estratégias cruciais acerca do estabelecimento do Reino de Deus sobre a terra. Essa reforma apregoa que todos podemos ser ministros de Deus nas distintas esferas da sociedade, já que o ministério, ou seja, o serviço a Deus não está limitado apenas a atividades eclesiásticas que acontecem dentro das quatro paredes de uma igreja local.
A verdade é que por muitos anos a Igreja tem centrado as suas atividades dentro do âmbito religioso, e como conseqüência não há um impacto considerável na sociedade, ainda que a porcentagem de pessoas que professam uma fé evangélica tenha aumentado nas últimas décadas. A Igreja de Cristo, como pedras vivas, precisa acordar perante a necessidade de instruir e equipar o povo de Deus a ser agente de transformação para ter o domínio sobre cada área da sociedade.
Para isso, precisamos saber quais são os pilares em cada sociedade. O melhor modelo de planejamento estratégico é conhecido como “7 Montes”. Esse pensamento nasceu em 1975, onde Bill Bright, fundador da Cruzada Estudantil e Loren Cunningham, fundador da JOCUM, almoçaram juntos em Colorado, USA. Deus deu ao mesmo tempo a cada um, uma mensagem a dar um para o outro. Nesse mesmo período, Francis Schaeffer recebeu uma mensagem semelhante.
A mensagem consistia em que se queremos impactar as nações para Jesus Cristo, é necessário afetarmos as sete esferas (ou montes) da sociedade, que são as colunas em qualquer cultura. Tais denominados:

• Artes & Entretenimento
• Governo & Política
• Mídia & Comunicação
• Educação & Ciência
• Família
• Igreja & Religião
• Economia & Negócios

Considerando que a Igreja é o novo Israel de Deus, e que Sião profeticamente se refere à Igreja, a palavra rhema que testifica a visão está em Miquéias 4:1-2

"Mas, nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do Senhor [a Igreja] será estabelecido no cume dos montes e se elevará sobre os outeiros, e concorrerão a ele os povos. E irao muitas nações dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à Casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e nós andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor de Jerusalém."

É óbvio que em uma primeira análise exegética, este texto faz menção literal à restauração do Estado de Israel, porém, à luz da revelação, é uma alusão profética ao avanço e triunfo da Igreja no tempo do fim.
Diversos subgrupos são adicionados nestas categorias principais. Cerca de um mês depois, o Senhor revelou a Francis Schaeffer a mesma mensagem. Em essência, Deus estava dizendo a esses três agentes de transformação, onde se encontrava o campo de batalha.
É aqui onde cada membro do Corpo de Cristo, de acordo com a sua função, assume um papel estratégico nos últimos dias para realizar os planos de Deus em cada um desses montes. Temos como missão, levantar agentes de transformação para conquistar os 7 pilares e equipar uma nova geração que compreenda a cosmovisão bíblica e atue em prol da extensão do Reino dos Céus nas nações.
Se você é uma pessoa que se encontra em um desses sete segmentos, porém ainda estava perdido, não sabendo exatamente o seu chamado em Deus e muitas vezes se culpando por não saber como servir ao Reino de Deus no lugar onde você trabalha, vive ou estuda, o convocamos a essa chamada final do Espírito Santo para a Sua igreja. 


UNÇÃO OU ENCANTAMENTO

Parte 3

A infame torre de Babel é a figura profética de todo o sistema humano de controle e manipulação, seja política, econômica, social ou religiosa. E isto inclui, infelizmente, a Igreja Institucional moderna.
A civilização humana primitiva se ajuntou numa região ao Oriente, e ali se concentraram com os primeiros ideais de globalização. Na verdade, sob o governo do ímpio Ninrode, empreenderam um audacioso projeto de edificar uma torre que tocasse o céu, isto com o único intuito de se ostentarem soberbamente contra Deus. Eles se uniram a ponto de “preocupar” a Trindade Santa que declarou em conferência: “...Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.” (Gênesis 11:6).

A questão mais importante neste episódio é a natureza desta grande edificação, e seu triplo propósito egoísta:

...edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
Gênesis 11:4

1º Queriam edificar um sistema, um grande império.
            “...edifiquemos nós uma cidade...

2º Queriam edificar uma sede de governo.
            “...e uma torre cujo cume toque nos céus...

3º Queriam criar uma denominação forte e unificada.
            “...e façamos um nome...

Este projeto de Ninrode seduziu os homens, e nutriu o espírito de encantamento pela grandeza e poder deste império. Fazer parte disto era uma gloriosa ostentação para cada líder de clãs e comunidades antigas, assim, ninguém conseguia enxergar mais o Reino de Deus, somente este grande sistema. Eles literalmente “vestiam a camisa” da grande Babel, cujo topo intimidava os homens.

Acorde amigo, o sistema denominacional da igreja contemporânea parte do mesmo ideal e é permeado pelo mesmo espírito.

Após o terceiro século sob o governo do imperador Constantino, como já sabemos, o cristianismo tornou-se a religião oficial do império romano, e a Igreja foi institucionalizada e politizada. Com isso, o mesmo espírito de Babel impregnou a Noiva de Cristo. Porém, foi ao longo dos séculos que a idéia denominacional começou a ascender com as ordens católicas monásticas, e posteriormente, no advento da Reforma, as denominações protestantes e evangélicas. As “tribos” da Igreja passaram a viverem divididas por teologias, dogmas, liturgias, cultura, governo eclesiástico, raças...

Observe se não estes os três propósitos da maioria das denominações: (1) Criar um sistema de governo eclesiástico forte; (2) Estabelecer uma grandiosa Sede ministerial; e (3) Construir um nome elevado e temido. Isto é Babel. E isto tem gerado fascinação em homens e mulheres chamados por Deus, cujo ministério tem ficado descaracterizado e aquém dos valores do Reino de Deus.

Guarde seu coração deste “adultério espiritual”, amando a igreja mais do que ama o dono dela; ou mesmo idolatrando uma placa denominacional e se ostentando em critérios antropocêntricos como um CNPJ forte, uma estrutura política forte, um peso histórico, uma credencial influente. Estas coisas afastam você dos verdadeiros planos de Deus para este tempo.

Há uma só igreja, e embora jamais venha a acontecer uma fusão de placas, os grupos denominacionais estão sendo convocados pelo Rei para uma unidade sem precedentes na história.
Aqueles que priorizarem seus projetos e sua agenda denominacional serão rejeitados por Deus. Assim como sucedeu a Babel, Deus trará confusão e quebra ao sistema denominacional para unir a Igreja e trazer o seu Reino. Assim diz o Senhor! 
  

UNÇÃO OU ENCANTAMENTO

Parte 2

Podem porventura profetas de Deus ministrarem com “espírito de mentira”? Pode esse espírito de mentira ser enviado por Deus?
O espírito de encantamento disfarçado de unção pode induzir profetas de Deus à sedução de uma coroa ou de um trono humano, ou seja, servos de Deus podem ficar tão deslumbrados com a grandeza de uma estrutura denominacional, sua história, seu legado, sua abrangência global, que se tornam cegos em relação ao Reino de Deus e seus propósitos.

Com isso não estou dizendo que a história e o legado de grandes pioneiros do passado devem ser descartados como algo vil. Grandes denominações de hoje são fruto de grandes homens de Deus do passado, mas não é novidade pra ninguém que a totalidade das mega denominações da atualidade não conservam e não refletem absolutamente nada da visão e da piedade de seus fundadores. Aliás, estes nobres pioneiros jamais anelaram por estabelecer impérios, eles eram pais espirituais que promoveram reformas da fé como Abraão, e não patriarcas de clãs, que construíam torres do orgulho como Ninrode.

Na verdade, Deus está tão enojado do orgulho e do exclusivismo denominacional, que entregou muitos de seus ardorosos adeptos ao seu próprio engano. Cada povo tem a liderança que merece!  

A resposta às indagações introdutórias deste texto é um eloqüente SIM!
O espírito de encantamento atuante em muitas “mega-igrejas” está gerando uma atmosfera de mentira, onde a unção parece estar de fato presente, mas não está.

Fato semelhante se deu no desastroso reinado de Acabe. Acabe estava disposto a ir à guerra contra Ramote-Gileade, mas queria mostrar ao povo que tinha o favor de Deus através de seus profetas (I Reis 22:1-28). Na verdade, Acabe não queria saber a vontade de Deus, mas queria ouvir a bajulação dos profetas à sua coroa e ao seu trono. Isso parece tão familiar não é?

Deus estava resoluto em por fim ao reinado de Acabe, então, aceitou que um “espírito de encantamento” influenciasse os profetas do sistema monárquico de Israel.
O profeta Micaías, um genuíno profeta de Deus, narrou uma visão de uma conferência no mundo espiritual, onde diante do trono de Deus estavam seres espirituais discutindo o futuro de Israel e seu reino. Ele declara categoricamente que um espírito maligno de mentira se voluntariou para seduzir os profetas institucionais de Israel, e que este espírito foi enviado por Deus.

E disse o SENHOR: Quem induzirá Acabe, a que suba e caia em Ramote-Gileade? E um dizia desta maneira, e outro, de outra. Então, saiu um espírito, e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o induzirei. E o SENHOR lhe disse: Com que? E ele disse: Eu sairei e serei um espírito da mentira na boca de todos os seus profetas...
I Reis 22:20-22a

Surge outra questão: Como é possível que alguns líderes espirituais tão instruídos e sábios estejam cegos pela ostentação de ser o “líder de uma grande denominação”? Como, com tão abalizado conhecimento teológico estes homens que começaram com uma visão tão correta, agora parecem ser induzidos por sua própria ganância e megalomania? A resposta é simples, e vem de Deus:

...Tu o induzirás e ainda prevalecerás; sai e faze assim. Agora, pois, eis que o SENHOR pôs o espírito da mentira na boca de todos estes teus profetas...
I Reis 22:22-23

A misericordiosa insistência de Deus em converter o homem é longânime, mas não conivente. “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.” (Provérbios 29:1).
Quando o homem em sua disposição de ânimo não quer se arrepender, mesmo diante das evidências do amor de Deus, Deus simplesmente entrega este homem à sua própria sorte. “E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém.” (Romanos 1:28).
Assim como Deus entregou os ímpios a um sentimento perverso e Acabe a um espírito de engano, ele tem entregado muitos líderes e ministros da atualidade a este espírito de encantamento, simplesmente por que eles amam este engano.

Ainda que você pertença a uma grande denominação, não vista bitoladamente “a camisa” desta instituição humana, vista sim, de corpo, alma e espírito a camisa do Reino de Deus, que não tem placas, ou uma “teologia superior”.